Boa noite. Estou ligando de Sacramento, e tenho uma história de setembro de 64 que carrego comigo há muito tempo. Meu nome é Derek, e naquela época eu trabalhava como soldador na Aerojet. Mísseis Polaris, mísseis Titan, esse tipo de trabalho. Meus amigos Tim e Vince, a gente resolveu ir caçar com arco perto de Cisco Grove, a uns cem quilômetros a nordeste daqui, na Tahoe National Forest. Montamos o acampamento na sexta-feira, 4 de setembro. O plano era simples, sabe? A gente ia se espalhar pela mata, ficar dentro do alcance de voz um do outro, caçar veado. Se nos separássemos quando escurecesse, sem problema. Éramos todos homens experientes ao ar livre. Bastava encontrar um lugar seguro para passar a noite e se reunir de volta no acampamento de manhã. Armas de fogo não eram permitidas na Floresta Nacional naquela época do ano, então todos estávamos usando arcos. Eu preferia assim mesmo. Mais silencioso, mais autêntico. Então o entardecer chega, e percebo que me perdi. Estou chamando Tim e Vince, mas nada. Sem resposta. A temperatura está caindo, e estou numa falésia a talvez um quilômetro e meio do acampamento. Tenho meu cinto estilo militar comigo, o tipo que dá para usar para se prender numa árvore. Acho que é mais esperto do que acampar no chão com ursos e pumas por perto. Encontro um bom pinheiro, o primeiro galho a uns três metros e meio de altura. Uso as rochas da encosta para subir e me acomodar para a noite.
Não fazia muito tempo que estava lá quando vejo uma luz ao longe. E ela se move de um jeito estranho, sabe? Ziguezagueando pelas árvores em baixa altitude, vindo direto para mim. Meu primeiro pensamento foi: ótimo, Tim e Vince conseguiram um helicóptero para me procurar. Então desço da árvore e começo a acender meus sinalizadores. Três deles. Estou acenando os braços, gritando, tentando chamar a atenção. Mas conforme essa coisa se aproxima, percebo que não é um helicóptero. Nada parecido. Para a uns cinquenta metros da minha posição, simplesmente pairando ali. É esférica, brilhante, diferente de tudo que já tinha visto. A nave também era enorme, em forma de charuto, talvez do tamanho de um prédio de catorze andares pelo que conseguia distinguir bloqueando as estrelas. Então vejo essa nave menor, como um módulo ou nave de reconhecimento, sair da maior e pousar numa colina a uns oitocentos metros de distância. Volto para aquela árvore bem rápido, verifico se meu arco está pronto. O medo simplesmente me invade nesse momento. E foi aí que ouvi. Farfalhar no mato — vindo em minha direção. Se aproximando.
Três figuras saem da escuridão e vêm direto para minha árvore. Duas delas são humanoides, um pouco mais de um metro e cinquenta de altura, usando esses trajes prateados que cobriam a cabeça. Tinham algo no rosto que parecia óculos de solda. O terceiro, porém. O terceiro era diferente. Parecia um robô. Mais escuro na cor, com dois olhos laranja-avermelhados. E onde deveria estar a boca, havia uma fenda, como uma porta de forno. Eles começam a sacudir a árvore. Estou me agarrando com tudo que tenho. Então o robô abre aquela coisa de mandíbula inferior, alcança dentro daquela abertura retangular, e um vapor branco dispara para fora. Vem direto para mim. A próxima coisa que sei é que estou acordando. Não devia ter ficado inconsciente por mais de um ou dois minutos porque eles ainda estão lá embaixo, ainda tentando me tirar da árvore. Sinto meu estômago embrulhar, como se fosse vomitar. Começo a acender fósforos — os que uso para os sinalizadores — e jogar lá em baixo nessas coisas. Elas recuam quando o fogo chega perto, mas não vão embora. Ficam esperando, depois voltam. Consigo encostar uma flecha, e a disparo direto naquele robô. Acertei em cheio. Faíscas por toda parte. Disparo mais duas flechas o mais rápido que posso, e elas se dispersam. Mas antes de eu sequer recuperar o fôlego, um segundo robô aparece. E aquele vapor branco me atinge de novo. Escuridão total.
[ A história continua no jogo completo... ]