Incidente OVNI de Fort Itaipu

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Boa noite. Meu nome é Carlos, estou ligando de Santos, aqui no Brasil. Estava estacionado no Forte Itaipu em novembro de 1957. Estava fazendo meu serviço militar, sabe, um soldado comum. O que aconteceu naquela noite, carrego comigo há décadas. Era o dia 4 de novembro de 1957. De madrugada, por volta das 2 da manhã. Estava de guarda naquela noite com outro soldado, um cara chamado Roberto. Estávamos em uma das torres de vigia. O Forte Itaipu fica bem na costa, com vista para o Atlântico. Um lugar lindo de dia, mas de noite fica escuro. Muito escuro. Só o barulho das ondas e talvez algumas luzes de São Vicente ao longe. Roberto e eu estávamos conversando para não dormir. Sabe como é a guarda noturna. Nunca acontece nada, então você fica falando sobre qualquer coisa. Futebol, namoradas de casa, esse tipo de coisa. O ar estava quente, úmido como sempre é perto do oceano.

Por volta das 2 da manhã, Roberto parou no meio de uma frase. Estava olhando para o oceano, e o rosto dele — nunca vou esquecer. Ficou pálido. Só apontou e disse: 'O que é isso?' Virei e olhei para onde ele estava apontando. A princípio pensei que pudesse ser a luz de um navio, mas se movia de forma estranha. Lisa demais. Era um brilho alaranjado, vindo de sobre a água. Não como um avião, não como um helicóptero. Era silencioso. Completamente silencioso. Só aquela luz laranja ficando maior, ficando mais próxima. Ficamos ali só observando. Quer dizer, o que mais você faz? Continuou se aproximando do forte, e conforme chegava mais perto eu via que não era apenas uma luz. Tinha uma forma. Redonda, como um disco. O brilho alaranjado vinha de toda ela, pulsando um pouco. E estou te dizendo, não havia som algum. Nada. Roberto pegou o telefone de campo para chamar o quartel principal. As mãos estavam tremendo. Fiquei com os olhos naquilo. Estava a uns trezentos metros agora, pairando direto sobre a água. Só ficando ali no ar. A luz laranja era tão forte que iluminava toda a área ao redor da nossa torre.

Então se moveu. Rápido. Um segundo estava sobre a água, no segundo seguinte estava bem acima de nós. Bem acima do forte. Uns cinquenta metros no máximo, diretamente em cima. A área toda ficou alaranjada, como se alguém tivesse ligado um holofote gigante. Conseguia sentir o calor vindo de lá. Calor de verdade, como quando você fica perto demais de uma fogueira. Foi então que tudo deu errado. As luzes do forte começaram a piscar. Depois apagaram completamente. Todas elas. A base inteira ficou no escuro, exceto pelo brilho alaranjado lá de cima. Roberto estava gritando no telefone de campo, mas acho que já não funcionava mais. O rádio que tínhamos estava emitindo esse som agudo e estridente. Olhei para o objeto. Era enorme. Talvez trinta metros de diâmetro, circular, e aquela luz laranja pulsava mais rápido agora. Conseguia ver algum tipo de marcação ou painéis na parte inferior, seções mais escuras contra o brilho alaranjado. E o calor continuava aumentando. Estava suando, e não era só de medo. O ar parecia elétrico, sabe? Como antes de uma tempestade de raios. Outros soldados estavam saindo dos quartéis. Conseguia ouvir gritos, pessoas correndo. Alguns apontavam para cima. Um dos oficiais tentava ligar o gerador de backup.

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