Os Arquitetos

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Boa noite. Preciso contar isso enquanto ainda posso. Não sei quanto tempo me resta. Isso aconteceu em 1998. Eu morava em Sedona, trabalhava como segurança noturno num resort nos arredores da cidade. O serviço era basicamente ficar sentado numa guarita olhando pras câmeras. Trabalho tranquilo. Eu gostava assim. Minha ex-mulher ficava me ligando toda aquela semana por causa de pensão. Lembro que estava estressado com dinheiro, me perguntando como ia pagar as contas. O resort fazia fundo com o deserto aberto. Formações de rocha vermelha por todo lado. Um lugar lindo, mas isolado. Nas noites limpas, dava pra ver tudo, estrelas que você não acreditaria. Era isso que eu estava fazendo na noite em que aconteceu. Tinha saído da guarita lá pelas 2 da manhã pra olhar pro céu.

Foi aí que eu vi a nave. Enorme, triangular, completamente silenciosa. Estava pairando uns 90 metros acima do chão do deserto, talvez a um quilômetro de onde eu estava. A coisa devia ter uns 60 metros de lado no mínimo. Luzes em cada ponta, sem piscar, fixas. Uma luz branca intensa embaixo que iluminava o chão abaixo dela. Peguei meu binóculo da guarita. Um potente, que eu usava pra vigiar o perímetro. Quando focalizei na nave, dava pra ver figuras se movendo embaixo dela. Tinham sido baixadas numa espécie de plataforma. Contei sete delas. Altas, talvez 2,5, 2,7 metros. Humanoides, mas não humanas. Mesmo daquela distância, eu sabia. Usavam algo que parecia uma roupa ajustada ao corpo. Metálica, reflexiva. E o cabelo delas, é isso que me prendeu, o cabelo era loiro-branco. Comprido. Se moviam com propósito, montando equipamentos ao redor do que parecia ser um sítio de escavação.

Fiquei observando elas por uns vinte minutos. Estavam cavando. Tirando coisas do chão. Algum tipo de recipiente. Caixas pretas, retangulares, que carregavam pra plataforma. Eu não acreditava no que estava vendo, sabe? Era real. Estava acontecendo bem na minha frente. Aí a situação mudou. Três veículos cortaram o deserto vindo do leste em alta velocidade. SUVs pretos, sem faróis acesos. Pararam a uns 90 metros da nave. As portas abriram. Homens saíram. Eu os via claramente pelo binóculo, estavam armados. Rifles, equipamento tático. Pareciam militares, mas sem nenhuma insígnia que eu conseguisse identificar. Os seres loiros altos os notaram imediatamente. Pararam o que estavam fazendo. Um deles, o que parecia ser o líder, levantou a mão. Foi então que ouvi um som. Profundo, ressonante, como palavras, mas em nenhuma língua que eu jamais tinha ouvido. Com aquela sonoridade antiga, sabe? O tipo de som que faz seu peito vibrar. parecia poderoso - Marcus'

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