A Transformação de Cotswold

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Olá. Há algum tempo quero ligar sobre isso. Meu nome é Margaret, ligo de Gloucester. Tenho oitenta e dois anos, e o que vou contar aconteceu quando eu tinha sessenta e cinco. Isso seria em 2003. Junho de 2003, para ser exata. Eu morava sozinha na época. Meu marido tinha falecido dois anos antes, e minha filha morava em Londres. Eu tinha um pequeno chalé nos arredores de Cheltenham, um lugar adorável, tranquilo. O jardim dava para campos abertos. Quilômetros de nada além de grama e ovelhas. Sempre fui dormideira leve, sabe. Naquela noite particular acordei por volta de uma e meia da manhã. Algo me acordou, embora eu não pudesse dizer o quê. O quarto estava cheio de uma luz azul pálida. Não era luar, conheço o luar. Era diferente. Mais fria. Vindo da janela, de fora.

Saí da cama e fui até a janela. E aí estava, havia algo pairando sobre o campo dos fundos. A uns cinquenta metros da casa. Em formato de disco, absolutamente enorme. Tinha de ter pelo menos vinte metros de diâmetro. Girando devagar, coberto de luzes que pulsavam em sequência. A luz azul vinha de baixo. Um feixe, largo como um caminhão, apontando direto pro chão. Dava pra ver a grama se dobrando ao redor dele, como se estivesse sendo pressionada por baixo com força. Não havia som. Nem um sussurro. O mundo inteiro tinha ficado em silêncio. Devia ter ficado com medo, suponho. Mas não fiquei. Senti calma. Curiosidade, até. Abri a janela pra ver melhor, e no momento que fiz isso, o feixe se moveu. Cruzou o campo em direção à casa. Em direção a mim. Tentei recuar, mas minhas pernas não responderam. Fiquei parada ali, vendo ele se aproximar.

A luz me atingiu. Passou pela janela, passou por mim. Senti essa sensação de formigamento, começando nos pés e subindo pelo corpo inteiro. Como milhares de agulhinhas, mas sem dor. Quase agradável, de uma forma estranha. E então eu estava me movendo. Flutuando. Erguida do meu quarto. Passei pela janela como se ela não existisse. Subi pelo ar noturno. Podia ver meu chalé lá embaixo, ficando menor. Os campos se espalhando em todas as direções. O feixe me carregava para cima, em direção à nave. Conforme me aproximava, dava pra ver uma abertura na parte inferior. Uma escotilha circular, talvez três metros de diâmetro. Passei por ela, e de repente estava dentro. Em pé, ou flutuando, não conseguia distinguir bem, numa sala circular. As paredes eram lisas, metálicas, com uma leve curva. Iluminadas por aquela mesma luz azul-branca, embora eu não conseguisse ver de onde vinha. E o ar cheirava estranho. Como ozônio misturado com algo doce. Medicinal. acordei em casa de manhã sem saber como voltei - Margaret'

[ A história continua no jogo completo... ]

Experiencie a História Completa

Ouça o relato completo de Margaret em Across The Airwaves.
Um jogo de simulação narrativa de rádio paranormal noturno — com muito mais histórias para descobrir. Disponível no Itch.io.