As Luzes do Lago Michigan

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Sei como isso vai soar, e acredite, já faz trinta anos que as pessoas me olham torto quando conto essa história. Mas sou conhecida por Grand Haven como a senhora dos OVNIs, e sabe de uma coisa? Uso esse título com orgulho. Porque sei o que vi. 8 de março de 1994. Lembro como se tivesse acontecido ontem à noite. Era uma terça à noite, um frio danado. Aquele inverno tinha sido brutal, um dos mais frios de que se tem registro. O Lago Michigan estava quase todo congelado, o que quase nunca acontece. Eu estava na minha cozinha com um telefone com fio, sabe, aquele tipo antigo que você precisa ficar andando de um lado para o outro. Sou de andar enquanto falo, sempre fui. Minha amiga Edna estava na linha, e a gente estava só batendo papo sobre nada em especial.

Então estou andando pela cozinha, olhando pela janela dos fundos para o pasto de cavalos atrás da propriedade. A gente tinha cavalos naquela época, uns poucos. E dei uma olhada por lá só de passagem, sabe, sem esperança nenhuma. E foi aí que os vi. Quatro luzes, bem acima das copas das árvores. Parei na hora. Pareciam luas. Essa é a melhor forma de descrevê-las. Quatro luzes brancas brilhantes, circulares, com bordas bem definidas. Não difusas nem nebulosas como estrelas, mas nítidas e claras. Eram do tamanho de luas cheias, juro. Enfileiradas bem acima das copas das árvores sobre o pasto. Disse à Edna, disse: 'Edna, acho que tem OVNIs no meu quintal.' E ela riu num primeiro momento, achou que eu estava brincando. Mas algo na minha voz devia ter dito a ela que eu não estava fazendo gracinha, porque ela ficou bem quieta.

E é o seguinte. Não estava com medo. Sei que parece estranho, mas não estava. Estava só, sei lá, maravilhada. Hipnotizada. Fiquei parada olhando para aquelas luzes por uns trinta minutos enquanto a Edna ficou na linha comigo. Ela conseguia ouvir na minha voz que algo estava realmente acontecendo. Quanto mais olhava para elas, via que não eram helicópteros, não eram aviões, não eram nada que eu conseguia explicar. Estavam ali, pairando, completamente silenciosas. Sem som algum. E foi isso que me pegou. Se fossem algum tipo de aeronave, devia ter barulho. Mas não tinha nada. Só silêncio absoluto sobre o pasto. Aí uma delas se moveu. A da extrema esquerda, foi derivando devagar para o lado. Foi em direção à rodovia ao lado da nossa casa, e pensei que talvez fosse embora. Mas aí voltou direto e se acomodou na mesma posição de antes. Como se estivesse dando só uma voltinha e voltando ao seu lugar.

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