O Incidente da Base Aérea de Loring

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Pesquiso incidentes da Guerra Fria há uns quinze anos, e tem um caso que simplesmente não me larga. Aconteceu em outubro de 1975, na Base Aérea de Loring, no norte do Maine. Vasculhei documentos desclassificados, entrevistei ex-militares, li os relatórios oficiais. O que aconteceu naquelas duas noites não deveria ter sido possível, sabe o que quero dizer? Loring era uma base do Comando Estratégico Aéreo. Uma das maiores do país naquela época. Tinham bombardeiros B-52, aviões-tanque KC-135, e — o detalhe importante — armazenavam armas nucleares. Não era uma instalação pequena. Era uma peça crítica da defesa nuclear americana, bem na fronteira com o Canadá. A segurança lá era intensa. Múltiplas camadas de proteção, sistemas de radar, patrulhas armadas. Nada deveria se aproximar da área de armazenamento de armas sem autorização. Na noite de 27 de outubro de 1975, por volta das 19h45, seguranças avistaram algo se aproximando pelo norte. Baixa altitude, talvez noventa metros de altura. Tinha uma luz vermelha e um estrobo branco. A torre o captou no radar, imaginou ser uma aeronave, tentou fazer contato nos canais civil e militar. Sem resposta. Nada.

O que aconteceu em seguida está documentado em vários relatórios oficiais. O objeto, o que quer que fosse, foi direto em direção à área de armazenamento de armas. Fez linha reta pra onde ficavam as armas nucleares, sabe o que quero dizer? Por quarenta minutos ficou pairando sobre aquela área restrita, se movendo de formas que testemunhas descreveram como parecido com helicóptero mas ao mesmo tempo completamente diferente de qualquer helicóptero que já tinham visto. Enviaram helicópteros da Guarda Nacional do Exército pra interceptar. As tripulações vasculharam por quarenta minutos e não conseguiram confirmação visual. Um dos tripulantes, o Suboficial Thomas Miller, disse depois que o pessoal em terra ficava direcionando-os pra pontos diferentes, dizendo que conseguiam ver ou ouvir o objeto. Mas o radar não o pintava onde as tropas no solo diziam que estava. Miller e sua tripulação nunca o viram, mesmo com pessoas no chão o observando o tempo todo. Então, tão de repente quanto apareceu, o objeto disparou pelo norte em direção a Grand Falls, New Brunswick. O radar o rastreou cruzando pro Canadá, e aí sumiu. A base entrou em alerta máximo. Fizeram varredura completa de segurança na área de armazenamento. Nada. Sem danos, sem evidências físicas. Mas todo mundo sabia que algo tinha estado lá.

Na noite seguinte, 28 de outubro, voltou. Dessa vez a base estava em alerta total, todo mundo de prontidão, esperando. E de fato, por volta do mesmo horário, o objeto retornou. Mas dessa vez era diferente. Sem nenhuma luz. Completamente no escuro. Ainda se movendo sobre a área de armazenamento de armas, ainda escapando de todas as tentativas de interceptação. Entrevistei um ex-chefe de manutenção de B-52 chamado Daniel Marcus que trabalhava na linha de voo naquela noite. Ele e sua equipe avistaram algo perto da área de armazenamento. Descreveram como vermelho-alaranjado, formato de bola de futebol americano alongada. Uns seis metros de comprimento, ele disse. Pairava a cerca de metro e meio do chão, completamente silencioso. Sem nenhum som. Foram até lá de caminhão, chegaram a uns noventa metros. Marcus me disse que o objeto parecia sólido, mas havia essas ondulações na frente, como distorção de calor. Todas as cores se misturando. Sem portas, sem janelas, sem meio de propulsão visível. Aí a base toda entrou em colapso. Sirenes, luzes azuis em todo lugar, viaturas de segurança em alta velocidade em direção à área de armazenamento. O objeto desligou o que quer que emitia e desapareceu. Sumiu. O radar o rastreou brevemente indo novamente em direção a Grand Falls, e aí perdeu o contato.

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