Há muito tempo não falo sobre isso. Nos disseram pra não falar. Mas sou um homem velho agora, e sei o que vi. As pessoas precisam saber que não estamos sozinhos. Era março de 1967. Eu era Aviador de Primeira Classe, trabalhando na polícia de segurança no meio do nada em Montana. Meu trabalho era guardar os silos de mísseis. Estamos falando de mísseis nucleares Minuteman. As armas mais poderosas da face da Terra, enterradas a dezoito metros sob os campos de trigo. Era uma noite de frio intenso. Escuridão total. Você conseguia ver todas as estrelas no céu... até que uma delas começou a se mover.
A princípio, achei que fosse um satélite. Mas então parou. Satélites não param. Começou a ziguezaguear pelo céu, fazendo curvas de noventa graus em velocidades que transformariam um piloto humano em geleia. Chamei no rádio outras patrulhas, e elas também estavam vendo. Então chegou mais perto. Não era mais uma estrela. Era um oval grande, de um laranja-avermelhado brilhante. Eu sei o que vi. E não fazia nenhum som. Sem rastro de jato. Sem barulho de rotor. Só aquele silêncio pesado e zumbindo que você sentia nos dentes.
Peguei o telefone pra ligar pro Centro de Lançamento abaixo do solo. Precisava falar com o comandante de voo, o Capitão Salyer. Eu gritava no receptor. Disse a ele, 'Senhor, o senhor precisa olhar pra isso. Está bem acima do portão da frente.' O objeto agora pairava diretamente sobre a cerca do silo. Pulsava com aquela luz avermelhada. Perguntei ao Capitão o que devíamos fazer, se devíamos reagir. E foi aí que os alarmes começaram a soar lá embaixo. os mísseis foram desabilitados em sequência - Veterano'
[ A história continua no jogo completo... ]