A Abdução de Pascagoula

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Boa noite. Sou um pesquisador ligando de Hattiesburg, Mississippi, e passei os últimos quinze anos documentando encontros com OVNIs por toda a região do Golfo. Mas tem um caso que está acima de todos os outros. Um caso ao qual continuo voltando, ano após ano. E eu garanto, as evidências nesse caso são esmagadoras. Aconteceu em 11 de outubro de 1973, nas margens do Rio Pascagoula. Dois homens, Carl Henderson e Clayton Paulson, vivenciaram algo que mudaria suas vidas para sempre. Os dois já se foram. Carl faleceu em 2011, e Clayton morreu no ano passado depois de uma longa batalha contra o câncer. Mas a história deles continua viva, e eu acredito em cada palavra. Deixa eu montar o cenário pra você. Era uma quinta-feira à noite, ainda quente do jeito que outubro pode ser aqui no litoral do Mississippi. Carl tinha quarenta e cinco anos, era encarregado num estaleiro local. Clayton tinha só dezoito, mal era um adulto. Era justamente o primeiro dia dele naquele estaleiro, um emprego que Carl tinha ajudado a conseguir. Depois do turno, decidiram pescar num píer na margem oeste do Rio Pascagoula, perto do estaleiro. Uma noite tranquila, dois colegas descansando com as linhas de pesca na água. Clayton depois disse que não queria nada mais do que uma vida simples. Queria casar, ter filhos, ter netos, comprar uma casa, se aposentar e pescar. Era tudo o que ele queria. Em vez disso, aquela noite deu a ele uma vida inteira de pesadelos. O peixe não mordia. O sol tinha baixado, e eles estavam sentados no escuro, conversando, esperando algo puxar a linha. Por volta das nove horas, ouviram. Um zumbido. Alguns descreveram depois como um chiado. Eles levantaram o olhar das linhas e viram duas luzes azuis piscando vindo em direção a eles pela água. E então viram a nave.

O objeto era oval, talvez uns dez a doze metros de largura e uns dois a três metros de altura. Estava parado no ar. Não voando, não caindo. Só pairando ali, fazendo aquele zumbido estranho, com aquelas luzes azuis pulsando. Carl e Clayton estavam paralisados no lugar, olhando fixo pra aquela coisa que não deveria existir. E aí piorou. Muito pior. Uma porta ou abertura apareceu na nave, e três criaturas saíram. Carl as descreveu com pele cinza coriácea, enrugada como couro de elefante. Mas o detalhe mais perturbador eram as mãos. Elas não tinham mãos. Tinham pinças, tipo de caranguejo. Sem olhos que Carl pudesse ver, pelo menos não olhos como os nossos. Ele pensou que podiam ser robôs no começo, algum tipo de máquina. Clayton estava apavorado. Alguns relatos dizem que ele desmaiou ali mesmo no píer. Outros dizem que estava consciente mas completamente paralisado, sem conseguir mover nem um músculo. As criaturas flutuaram em direção a eles. Não caminharam. Flutuaram. Agarraram Carl e Clayton pelos antebraços com aquelas pinças e os levantaram do chão. Os dois homens disseram que sentiram ausência de peso, como se estivessem sendo levitados. E então estavam dentro da nave. Carl permaneceu consciente durante tudo. Ele descreveu ter sido levado para uma sala muito iluminada onde algo parecido com um olho gigante flutuante o examinou. Ele se movia ao redor do corpo de Carl, varrendo, estudando. Carl não conseguia mover, não conseguia falar, não conseguia fazer nada além de deixar acontecer.

A experiência de Clayton foi um pouco diferente, embora ele não tenha falado publicamente sobre isso por mais de quarenta anos. Ele descreveu ter sido levado por um corredor até uma sala onde uma das criaturas o colocou no que ele chamou de mesa de exame feita inteiramente de vidro. Então a criatura cinza e enrugada saiu da sala. Algo saiu do teto, ele disse. Era mais ou menos do tamanho de um maço de baralho, em forma quadrada, e circulou ao redor dele fazendo uma série de cliques. Anos depois, quando Clayton precisou fazer uma ressonância magnética, ele disse que o som de clique da máquina o lembrou daquela noite. Mesmo ritmo, mesmo padrão. Depois o objeto disparou de volta para o teto e sumiu. Depois disso, um ser menor entrou na sala. Clayton disse que esse o fez se sentir mais à vontade de alguma forma, embora não conseguisse explicar por quê. Talvez fosse o tamanho, talvez algo nos movimentos. Mas o terror nunca o abandonou completamente. Ele disse que se sentiu como um espécime de laboratório, como se estivessem o estudando do jeito que um cientista estuda um inseto. Cerca de trinta minutos se passaram, embora parecesse horas. Então, tão de repente quanto começou, acabou. Carl e Clayton se viram de volta na margem do rio. A nave tinha sumido. As criaturas tinham sumido. Estavam sozinhos no escuro, tentando processar o que tinha acabado de acontecer com eles. Carl precisou de três doses de uísque de uma garrafa no carro só para acalmar os nervos o suficiente pra pensar direito. Eles precisavam decidir o que fazer. Pra quem você conta? Quem ia acreditar?

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