Ei, primeira vez que ligo, mas faz anos que quero compartilhar isso. Eu estava lá. 13 de março de 1997. Vi com meus próprios olhos. E o negócio é o seguinte, todo mundo em Phoenix viu naquela noite. Milhares de pessoas. Milhares. Mas o governo diz que foram sinalizadores. Sinalizadores do Barry Goldwater Range. Sinalizadores não se movem assim. Sinalizadores não ficam pairando em formação perfeita por horas. Sinalizadores não bloqueiam as estrelas atrás deles. Eu sei o que vi. A gente toda sabe o que viu. Eu trabalhava numa oficina mecânica na época, já fazia uns seis anos lá. Tínhamos um pedido urgente naquela semana, então eu estava fazendo hora extra. Minha esposa não ficou nada feliz, pode ter certeza. Mas naquela quinta à noite, finalmente terminei e fui pra casa por volta das oito e quinze, oito e vinte da noite. Estava dirigindo pra casa pela I-17, janelas abertas porque o tempo estava perfeito. Quinta-feira normal. Rádio ligado, alguma estação de rock, não lembro qual. Foi aí que vi. Esse objeto enorme em forma de V se movendo pelo céu vindo do noroeste. Silencioso. Completamente silencioso. E o negócio com Phoenix é que nunca fica quieto. Sempre tem aviões chegando no Sky Harbor, helicópteros das emissoras, barulho constante de trânsito. Mas quando essa coisa passou por cima, até a cidade pareceu prender a respiração. Tudo ficou quieto. Como se o mundo inteiro tivesse parado.
Era enorme. Estou falando de um quilômetro e meio de largura. Talvez mais. Algumas pessoas disseram que ia de um horizonte ao outro. As luzes nas bordas eram âmbar. Não brancas como luzes de avião. Não vermelhas ou verdes como luzes de navegação. Âmbar. Como olhar para chamas de vela, mas mais brilhantes. Mas não eram só luzes. Havia uma estrutura sólida entre elas. Dava pra ver bloqueando as estrelas enquanto se movia. As estrelas simplesmente desapareciam atrás dessa forma escura e enorme, depois reapareciam do outro lado. Movia-se tão devagar. Como se estivesse flutuando na água. Deslizando. Sem som nenhum. Nada. Parei no acostamento. Precisei. Minhas mãos estavam tremendo muito pra dirigir. E o negócio é que não estava sozinho. Tinham outros carros parados também. Dezenas deles. As pessoas estavam saindo, ficando na calçada, apontando pro céu. Ninguém falava. Estranhos parados lado a lado em silêncio completo, assistindo essa coisa impossível passar por cima. Passou diretamente sobre minha posição. Eu poderia ter jogado uma pedra e acertado, de tão baixo que estava. Talvez uns cem, cento e vinte metros de altura. O rádio do meu carro virou estática bem quando estava por cima. Meu relógio digital, um Casio que eu tinha fazia anos, parou às oito e quarenta e sete da noite. Ainda tenho esse relógio numa gaveta em casa. Nunca funcionou direito depois daquela noite.
As ligações pro 911 naquela noite foram inacreditáveis. Centenas delas. Ouvi depois que o sistema chegou a travar de tanto volume. Gente de toda a região ligando. Scottsdale, Tempe, Glendale, Mesa. Todos descrevendo exatamente a mesma coisa. Uma nave enorme em forma de V com luzes âmbar. mom called 911 that night, they told her they were getting too many calls to respond - Addison' Mas quer saber a parte mais estranha? A mais estranha de tudo? Ninguém entrou em pânico. Esse objeto desconhecido enorme sobrevoa uma cidade de três milhões de pessoas, e ninguém entrou em pânico. Sem grito, sem correria. As pessoas só assistiram em silêncio. Como se todos soubéssemos, de alguma forma, que não estava aqui pra nos machucar. Não consigo explicar esse sentimento. Foi quase pacífico. No dia seguinte, os militares disseram que eram sinalizadores. Um exercício de treinamento da Guarda Nacional Aérea de Maryland no Barry Goldwater Range. E é aí que a encobertura começou. Foram DOIS eventos separados naquela noite. A nave em forma de V às oito e meia da noite, isso foi o que milhares de nós vimos cruzando o estado inteiro do Nevada até Tucson. Depois às 22h, duas horas depois, eles soltaram sinalizadores de verdade sobre o Goldwater Range. Filmaram em vídeo. Mostraram essa filmagem no noticiário. Mostraram os sinalizadores das 22h e disseram 'Isso é o que todo mundo viu às oito e meia.' Desinformação clássica. Manipulação clássica. Qualquer pessoa que estava lá sabe que esses dois eventos foram completamente diferentes.
[ A história continua no jogo completo... ]