Olá. Sou cientista de materiais por formação, mas passei os últimos oito anos pesquisando casos de evidências físicas. Destroços de OVNIs, alegadas recuperações de destroços, esse tipo de coisa. A maioria não leva a lugar nenhum, vou ser honesta com você. Mas tem um caso que continua me puxando de volta, e o que é mais importante: é o único onde temos material que foi testado por vários laboratórios ao longo de seis décadas. Isso aconteceu no Brasil, em setembro de 1957, perto de uma cidade litorânea chamada Ubatuba, no estado de São Paulo. No dia 14 de setembro, um colunista de jornal chamado Ibrahim Suarez recebeu uma carta estranha no seu escritório no Rio de Janeiro. Ele escrevia para O Globo, um dos grandes jornais. Dentro do envelope havia três pequenos pedaços de metal cinza-esbranquiçado e uma carta escrita à mão. A assinatura era ilegível, não dava para identificar. O remetente alegava ter estado pescando com amigos perto de Ubatuba quando testemunharam algo impossível.
De acordo com a carta, esses pescadores estavam na praia quando avistaram um objeto em forma de disco se aproximando sobre a água em velocidade fantástica. Parecia que ia se chocar direto no mar. Mas no último momento, o objeto fez uma curva brusca para cima e subiu rapidamente. Então, enquanto ainda se movia depressa, explodiu em chamas. A carta descrevia como se desintegrasse em milhares de fragmentos ardentes que choveram como fogos de artifício. A maior parte dos destroços caiu no oceano, mas algumas peças pousaram na praia perto das testemunhas. Os pescadores recolheram o que puderam. O remetente descreveu o material como metálico na aparência, mas incrivelmente leve, como papel. Leve como papel — isso é extraordinário. Ele incluiu três pequenos fragmentos com a carta e pediu a Suarez que os mandasse analisar, porque não conhecia ninguém de confiança para algo assim. Nunca se identificou. E isso é o que pesa: apesar de anos de investigação, ninguém jamais encontrou as testemunhas originais.
Aí é que a coisa fica interessante. Um médico e pesquisador de OVNIs brasileiro chamado Dr. Orlando Fontes soube da carta no mesmo dia em que foi publicada. Entrou em contato com Suarez imediatamente e o convenceu a entregar os fragmentos para análise científica. Fontes era ligado à APRO, a Organização de Pesquisa de Fenômenos Aéreos, então tinha recursos. Levou uma das três amostras ao Laboratório de Produção Mineral, parte do Ministério da Agricultura brasileiro. O químico-chefe de lá, Dr. Faigle, era um especialista reconhecido internacionalmente. Primeiro fizeram um teste qualitativo de ácido para confirmar que os fragmentos eram de fato metálicos. Em seguida, a Dra. Luisa Barbosa fez uma análise espectrográfica de um pequeno fragmento. O que ela encontrou surpreendeu a todos. A amostra continha apenas um elemento: magnésio. Magnésio puro. Um segundo analista, Elson Teixeira, fez seu próprio teste independente e confirmou o mesmo resultado. Mediram a pureza em 99,99 por cento. Puro do ponto de vista espectrográfico.
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