Obrigado pelo espaço! Pesquiso casos de OVNIs brasileiros há uns dez anos, e tem uma história que me mantém acordado à noite. Aconteceu em outubro de 1957, com um jovem fazendeiro chamado Carlos Ferreira. Ele já faleceu, morreu em 1991, mas antes disso deu entrevistas. Exames médicos. Declarações formais. E o negócio é o seguinte: ele nunca mudou um único detalhe. Nenhuma vez em mais de trinta anos. Preciso contar o que aconteceu com ele porque este caso é anterior a tudo. Aconteceu quatro anos antes de Betty e Barney Hill. Quatro anos antes de o mundo sequer saber como era suposto ser uma abdução alienígena. Carlos não poderia estar copiando ninguém. Não havia nada para copiar. Então, Carlos tinha vinte e três anos em outubro de 1957. A família dele tinha uma fazenda perto de São Francisco de Sales em Minas Gerais. Terra quente, sabe? Brutal durante o dia. Então Carlos e os irmãos às vezes trabalhavam nos campos à noite, quando estava mais fresco. Só ele, um trator e as estrelas.
As coisas estranhas começaram algumas noites antes do evento principal. Dia 5 de outubro, por volta das onze da noite. Carlos tentava dormir no quarto que dividia com o irmão Pedro. Levantou para abrir a janela, e lá no terreiro da fazenda, viu uma luz prateada fluorescente. Brilhante como tudo. Só parada no chão, sem fonte visível. Daí começou a se mover em direção à casa. Carlos fechou as janelas com um estralo, acordou Pedro. Os dois ficaram olhando enquanto a luz brilhava através das ripas de madeira, depois entre as telhas do telhado. E então, nada. Apagou de vez como se alguém tivesse dado um interruptor. Nove dias depois, dia 14 de outubro, Carlos estava arando com um dos outros irmãos. Depois das nove e meia da noite. Viram uma luz grande e redonda pairando na extremidade norte do campo, a uns cem metros de altura. Cor de vermelho, tão brilhante que doía olhar. Carlos percebia que havia algo atrás da luz, algo sólido. Caminhou em direção a ela, e a coisa disparou para a extremidade sul do campo. Tentou se aproximar vinte vezes. Cada vez que tentava, ela se movia. Depois começou a soltar raios em todas as direções antes de sumir.
Na noite seguinte, dia 15 de outubro, Carlos estava lá sozinho. Uma da madrugada, arando por conta própria. Foi aí que viu o que parecia uma estrela vermelha, só que estava ficando maior. Vindo direto para ele. Quando chegou perto o suficiente, dava para ver que tinha forma de ovo alongado, brilhando com essa luz vermelha pálida. Parou bem acima do trator dele, a uns cinquenta metros. A área inteira iluminou como se fosse dia. Daí se deslocou para a frente do trator e começou a descer. Carlos conseguia ver claramente agora. Corpo em forma de ovo rodeado por pequenas luzes roxas. Planos metálicos quadrados saindo pelas laterais. Três pontas metálicas na frente, cada uma com uma luz vermelha acima. A ponta central tinha esse poderoso feixe vermelho saindo dela, como um farol. E no topo, havia uma cúpula giratória. Quando a coisa foi pousando, aquela cúpula mudou de vermelho para verde, e o giro foi desacelerando. Três pernas metálicas se estenderam por baixo. Tocou o chão no campo. Carlos tentou ir embora de trator. O trator avançou uns poucos metros antes de o motor morrer. As luzes apagaram. Tudo. Então ele saltou e saiu correndo.
[ A história continua no jogo completo... ]