Encontro com Indrid Cold

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Boa noite. Vendo máquinas de costura para ganhar a vida. Faço isso há anos, viajando pela Virgínia Ocidental e Ohio. Dia 2 de novembro de 1966, estava voltando de Marietta, tinha tido um bom dia de vendas. Estava escurecendo, talvez sete e quinze, sete e vinte. Estava dirigindo minha van pela I-77 em direção ao sul, cuidando da minha vida. Mais ou menos na metade do caminho para casa, percebi que uma das máquinas na traseira estava se movendo. Dava para ouvir ela chacoalhando lá atrás. Encoste na acostamento, saí, ajustei para não chacoalhar. Levou uns cinco minutos. Voltei para o caminhão, retornei à rodovia. Foi então que notei os faróis se aproximando por trás de mim. Rápido.

A princípio achei que era só outro carro. Mas conforme foi chegando mais perto, algo parecia errado. As luzes não eram as certas. Não pareciam faróis, sabe o que quero dizer? Mais como um brilho. E a coisa estava se movendo de forma estranha, meio que deslizando. Foi chegando do meu lado, depois me ultrapassou. Foi aí que consegui ver melhor. Não era um carro. Tinha a forma de, bem, a melhor maneira que consigo descrever é como o tubo de vidro de uma lamparina a querosene. Sabe aqueles globos de vidro? Metal escuro, talvez dez a doze metros de comprimento. Formato oval com fundo plano e cúpula superior. E sabe o que é mais maluco? Não estava tocando a estrada. Estava pairando talvez quinze ou vinte centímetros acima do asfalto. Fazendo esse som suave e vibratório, quase como asas. Então se moveu para a minha frente. Simplesmente cortou direto para minha faixa e parou completamente no meio da estrada. Bloqueou a rodovia inteira. Tive que frear na hora. Meu coração disparou. Fiquei pensando: pelo amor de Deus, o que é essa coisa?

Fiquei ali, motor ligado, mãos no volante. Só encarando essa nave parada na minha frente. E então vi: uma abertura se formando na lateral. Uma porta. Abriu como a porta de um carro, e toda a nave foi baixando até a estrada. Suavemente, como se estivesse pousando. Um homem saiu. Simplesmente caminhou para fora daquilo e começou a vir em direção à minha van. A nave se elevou de volta no ar, umas vinte e cinco metros, e ficou pairando ali. Esperando. E esse homem caminhou direto até o lado do passageiro da minha van. Estou te dizendo, ele parecia completamente normal. Uns um metro e oitenta, talvez com uns trinta e poucos anos. Cabelo castanho escuro, penteado para trás. A pele tinha aquela cor bronzeada, como de quem passa tempo ao ar livre. Usava esse traje, meio difícil de descrever. Como um terno de negócios, mas em uma peça só. Com zíper na frente. Material brilhante, azul escuro, quase marinho. O paletó, a camisa por baixo, as calças, tudo do mesmo material, em tons diferentes de azul.

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