A Batalha no Pinheiral

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Isso aconteceu na primavera de 1991. Eu estava com uma unidade de reconhecimento operando no norte do Arizona. Não posso falar muito mais do que isso sobre os detalhes, mas estávamos fazendo exercícios noturnos de treinamento em um terreno bastante remoto. Eu estava com a unidade havia uns oito meses naquela época. Ainda relativamente novo, ainda tentando me provar, sabe o que quero dizer? Os caras comigo eram sólidos. Profissionais. Sete no total. Já estávamos lá há três dias, executando cenários, e todo mundo estava ficando cansado. Eram por volta das 2h30 quando fizemos uma pausa. Meu comandante de esquadrão nos mandou descansar por vinte minutos antes de nos movermos para o próximo ponto de controle. Eu estava sentado contra um pinheiro-ponderosa, só tentando me manter alerta. A floresta estava quieta aquela noite. Muito quieta.

Devo mencionar que eu já estava tenso. Havia tido essa sensação o dia todo de que algo estava errado. Nada que eu pudesse apontar, só aquela sensação que você às vezes tem quando está no campo. Como se estivesse sendo observado. Meu sargento nos havia dividido em dois grupos mais cedo naquela noite para diferentes vetores de aproximação. Meu grupo havia se movido cerca de meio quilômetro para o norte enquanto a outra equipe circundava pelo leste. O plano era convergir em uma zona-alvo às 3h00. Então eu estava sentado ali no escuro, verificando meu equipamento, quando ouvi esse som. Não alto. Uma espécie de clique. Como alguém batendo duas pedras juntas, mas mais rápido. Rítmico. Olhei para Hansen, o cara mais próximo de mim, e ele estava olhando na mesma direção que eu. Ele também ouviu.

Os cliques pararam. Depois ouvi movimento. Não exatamente passos. Mais como algo se movendo pelo mato, mas de forma deliberada. Controlada. Hansen sinalizou para o resto do esquadrão. Todo mundo ficou quieto. Todos estávamos observando aquela clareira uns trinta metros à frente. Havia luz de lua suficiente para distinguir a linha das árvores, as formas das rochas. E foi então que vi aquilo entrar na clareira. Não sei como chamar de outra forma. Uma figura. Talvez dois metros, dois metros e pouco de altura, se movendo de um jeito estranho. As articulações dobravam de modo errado. Como observar um louva-a-deus andando na vertical, se isso faz sentido. O jeito que movia os membros, os ângulos. Não era humano. Eu conseguia ver escamas. Pelo menos foi o que pareceu à luz da lua. Escamas escuras, quase pretas, com um padrão tênue nelas. A cabeça era alongada. Estreita. E os olhos pegaram a luz por um segundo. Amarelos. Refletivos.

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