Os Demônios da Biblioteca

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Obrigada por atender minha ligação. Isso aconteceu em outubro de 1998. Era caloura na Universidade de Oregon. Minha colega de quarto tinha terminado com o namorado naquela semana, então nenhuma de nós estava de bom humor. De qualquer forma, éramos quatro. Eu, Sarah, minha roommate Jennifer, e um cara chamado Marcus da nossa aula de sociologia. Tínhamos falado em usar um tabuleiro Ouija por semanas. Sarah tinha um do ensino médio, um daqueles antigos de madeira com o planchette que a avó dela tinha dado. Guardava no quarto. Pensamos, sabe o que quero dizer, por que não tentar? Ver se alguma coisa acontecia. A biblioteca principal ficava aberta até meia-noite durante as provas naquela época. Sabíamos que o quarto andar ficava sempre vazio depois das nove, só fileiras e fileiras de livros de referência antigos que ninguém tocava. Seção de filosofia, teologia, aquele tipo. Lugar perfeito onde não seríamos incomodados.

Nos encontramos por volta das dez e meia. Trouxemos o tabuleiro, velas, embora não pudéssemos acendê-las porque os detectores de fumaça eram sensíveis demais. As luzes fluorescentes zumbiam lá em cima, aquela luz branca e dura que as bibliotecas sempre têm. Achamos um lugar entre duas estantes altas no canto do fundo. Seção de teologia, lembro porque havia esses livros antigos sobre demonologia e textos religiosos medievais. Sentamos em círculo no carpete. O tabuleiro ficou no meio. Todos os quatro colocamos os dedos no planchette, mal tocando, como deve ser. Marcus perguntou se havia alguém querendo se comunicar com a gente. Nada aconteceu no começo. Esperamos uns cinco minutos, fazendo perguntas, tentando coisas diferentes. Jennifer estava ficando entediada, disse que a gente devia só ir tomar café. E aí, quando estávamos prestes a guardar tudo, o planchette se moveu.

Deslizou pelo tabuleiro. Devagar primeiro, depois mais rápido. Soletrou letras. G-R-E-E-T-I-N-G-S. Todos nos entreolhamos. Ninguém estava empurrando, eu juro. Você consegue sentir quando alguém move deliberadamente. Não era aquilo. Sarah perguntou com quem estávamos falando. O planchette se moveu de novo.[ O-L-D-F-R-I-E-N-D. Marcus fez uma piada sobre ser o ex de alguém ou coisa assim, tentando aliviar o clima. Mas dava pra ver que ele também estava nervoso. Suas mãos tremiam um pouco. Então ouvi. Aquele som de algum lugar entre as estantes atrás de nós. Como sussurros. Várias vozes, mas quietas. Baixas demais pra captar palavras. Lembro que a temperatura caiu. Dava pra ver minha respiração, só por um segundo. O sistema de aquecimento daquele prédio era sempre terrível de qualquer forma, mas isso parecia diferente. as prateleiras antigas pareciam estar ouvindo - Jennifer'

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