Oi. Obrigado por atender. Meu nome é Dennis, tô ligando de Utah. Preciso contar sobre algo que aconteceu comigo e minha família, algo que a gente manteve quieto por muito tempo. Eu sei como isso soa, acredite em mim, mas tudo que vou dizer é a verdade. Sabe o que tô dizendo? Em 1994, eu e minha esposa Carol compramos uma fazenda. 195 hectares, logo ao sul de Fort Duchesne, no Condado de Uintah. Era o lugar dos nossos sonhos, sabe? Remoto, lindo, protegido por esse longo espigão de rocha vermelha. A gente vinha procurando por anos um lugar pra criar nosso filho adolescente e nossa filha de nove anos longe de tudo. Esse lugar parecia perfeito. A terra tinha ficado vazia por sete anos. Os donos anteriores tinham falecido, e ninguém tinha morado lá desde então. Devia ter sido nosso primeiro sinal, mas a gente achou que tinha dado sorte. O preço era justo, mais ou menos o que se pagava por uma casa comum na época. Carol é do Uintah Basin originalmente, cresceu por aqui, e eu me mudei pro Utah do Arizona quando tinha dezessete. Os dois queríamos um lugar tranquilo pra se afastar de tudo. Não tínhamos ideia do que nos esperava. Demorou um tempo pra reformar a casa velha antes de a gente poder se mudar. Antes de tomarmos posse, percebi algo estranho no pasto a oeste da casa. Essas depressões circulares no chão, uns dois metros e meio de diâmetro. Achei que alguém tinha removido uma árvore ou algo assim. Olhando pra trás, era a fazenda tentando nos avisar.
Em abril de 1995, uns um ano depois que compramos o lugar, as coisas começaram a acontecer. Coisas de verdade, não só marcas estranhas na terra. Saí uma tarde pra verificar uma vaca que tava parindo no campo ao sul da casa. Tava escurecendo, e vi luzes no campo. A princípio pensei que eram crianças de uma fazenda vizinha, talvez andando de quadriciclo ou algo assim. Mas não fazia sentido. A gente é isolado aqui, a três quilômetros da estrada principal, e você nem consegue chegar à nossa propriedade fácil porque tem um córrego e aquele enorme espigão de rocha cortando o acesso. Então fiquei olhando essas luzes, tentando entender o que eram. Então o objeto subiu, passou por cima de alguns álamos que devem ter uns doze, quinze metros de altura. Foi aí que percebi que aquilo não era nenhum trailer nem quadriciclo. Era outra coisa. Carol não viu dessa vez, mas teve seu próprio avistamento depois. Ela descreveu melhor do que eu conseguiria. Disse que parecia faróis a princípio, mas estavam flutuando, separados da nave em si, e havia esse círculo brilhante vermelho, uns quarenta e cinco centímetros de diâmetro. Iluminou o lado inteiro da montanha como se fosse dia, ela disse. Iluminou tudo mesmo. Sabe o que tô dizendo? Depois daquele primeiro avistamento, começamos a vê-los regularmente. Três tipos específicos ficavam aparecendo. Havia uma nave pequena quadrada com uma luz branca. Depois havia esse objeto de doze metros de comprimento. E então, e eu sei que parece loucura, mas havia uma nave enorme. Do tamanho de vários campos de futebol. Não tô exagerando. A coisa era imensa. A gente os viu tantas vezes que ficamos conhecendo a aparência de cada um. Até conseguimos filmar dois dos avistamentos.
Os avistamentos aconteciam com mais frequência durante a lua nova, ou quando o céu estava nublado ou tempestuoso. A gente chegava a ver mais de uma dúzia numa só noite. Numa noite, meu filho e eu estávamos dirigindo a oeste na estrada da fazenda quando vimos um dos objetos iluminados mergulhar atrás do espigão de rocha, como se estivesse tentando se esconder de nós. Decidimos tentar algo. Dirigimos em volta, nos aproximamos por outro ângulo, e antes que pudesse desaparecer de novo, os dois nos levantamos e acenamos os braços pra ele. Juro pra você, a luz piscou liga-desliga três vezes. Como se estivesse sinalizando de volta pra nós. Então simplesmente sumiu. Meu filho me olhou e eu olhei pra ele, e os dois soubemos que tínhamos acabado de nos comunicar com algo. Não sei o quê, mas algo. Uma das luzes seguiu o carro da Carol numa noite quando ela voltava do trabalho. Ela trabalha no banco da cidade há vinte anos, e é a pessoa mais cabeça fria que você já vai conhecer. Quando ela chegou em casa naquela noite, estava abalada. Bem abalada. avistamentos de luz na bacia têm sido relatados há décadas - Paul' Disse que a luz acompanhou ela a estrada inteira. E aí vieram as vozes. Eu tava num dos campos com nossos cães quando ouvi vozes masculinas falando numa língua que eu não conseguia identificar. As vozes pareciam vir de uns sete metros acima de mim, mas quando olhei pra cima, não vi nada. Os cães ficaram completamente frenéticos. Ficaram latindo e rosnando, e então simplesmente saíram correndo de volta pra fazenda. Eu os segui bem rápido, posso garantir.
[ A história continua no jogo completo... ]