Investigo fenômenos inexplicados na América do Sul há mais de quinze anos. Casos de OVNIs, desaparecimentos, coisas que não se encaixam em caixinhas arrumadas. E há um caso de 1968 ao qual continuo voltando porque o rastro documental existe. As testemunhas existiram. O carro existiu. Algo aconteceu que ninguém consegue explicar. Era início de maio de 1968. Um advogado de Buenos Aires — vou chamá-lo de Ricardo Mendoza — e sua esposa Elena decidiram ir a uma reunião familiar numa cidade chamada Chascomús. Fica a cerca de cento e vinte quilômetros ao sul de Buenos Aires, nada de especial. Após a reunião, decidiram dirigir até Maipú, mais cento e cinquenta quilômetros ao sul, onde tinham mais parentes esperando por eles. Partiram pouco antes da meia-noite no Peugeot 403 deles. Outro casal da mesma reunião viajava à frente deles pelo mesmo trajeto.
Bem, aqui está a questão. Esse outro casal chegou a Maipú sem problemas. Os Mendoza não chegaram. Horas se passaram. Depois um dia inteiro. A família começou a procurar pela rota. Foram e voltaram naquela rodovia procurando qualquer sinal do carro, qualquer sinal de acidente, qualquer coisa. Nada. O Peugeot e os dois passageiros tinham simplesmente desaparecido. Quarenta e oito horas após o desaparecimento, chegou uma ligação telefônica para a família em Maipú. Era Ricardo, ligando do Consulado Argentino. Mas ele não ligava de nenhum lugar na Argentina. Ele ligava da Cidade do México. A mais de seis mil quilômetros de distância. muito tempo para uma família procurando - Ana' Disse que ele e Elena estavam bem, que voariam para casa em breve, e que não tinha ideia de como chegaram lá.
Quando finalmente voltaram a Buenos Aires, Ricardo contou à família o que se lembrava. Eles dirigiam nos arredores de Chascomús quando um nevoeiro denso apareceu do nada. Não gradualmente, não se aproximando de algum lugar. Simplesmente se materializou à frente deles e engoliu o carro completamente. E então nada. Apagão total. A próxima coisa de que qualquer um deles se lembrava era acordar no carro, estacionado numa estrada desconhecida, e era de dia. Ambos tinham dor forte na nuca. Sentiam-se atordoados, desorientados, como se tivessem sido drogados ou dormido por dias. Quando Ricardo saiu e olhou para o carro, a pintura da lataria tinha marcas de queimaduras por toda parte. Marcas de escorch, como se alguém tivesse passado um maçarico na parte exterior. Mas o motor funcionava perfeitamente. Eles começaram a dirigir, perguntando aos moradores locais onde estavam. A resposta não fazia sentido. México. Estavam no México.
[ A história continua no jogo completo... ]