O Diabo de Jersey, Avistamentos de 1909

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Olha. Fui contramestre numa fábrica por 15 anos, sei a diferença entre o que é real e o que não é. Aquilo era real. Foi no dia 19 de janeiro de 1909. Uma terça de manhã, por volta das duas e meia da madrugada. Minha esposa Margaret e eu estávamos dormindo profundamente em nossa casa em Gloucester City. Tinha nevado no início da semana, e a cidade inteira estava coberta por uma camada branca nova. Um frio dos diabos, com licença da expressão. Acordei com um barulho. Um som que nunca tinha ouvido antes na vida. Um tipo de guincho-assovio, sabe? Agudo mas ao mesmo tempo gutural. Vinha de bem do lado de fora da nossa janela do quarto, no segundo andar. Margaret agarrou meu braço, os dedos afundando na carne. Ela também tinha ouvido.

A gente tinha ouvido histórias a semana toda. Rastros estranhos aparecendo na neve por todo o Sul de Jersey. Pessoas em Bristol e Burlington vendo alguma coisa voando à noite. Os jornais chamavam de Diabo de Leeds, a lenda antiga das Pine Barrens. Mas você sabe como essas histórias funcionam, né? Sempre é o amigo do primo de alguém que viu alguma coisa. Nunca alguém que você realmente conhece. Mas isso era diferente. Estava do lado de fora DA MINHA janela. Levantei da cama bem devagar, e Margaret me seguiu. Nos arrastamos até a janela e olhamos para o quintal. A lua estava clara naquela noite, refletindo na neve, então dava pra ver bastante bem apesar da hora. E lá estava aquilo, parado no telhado da nossa casinha de ferramentas. Parado ali, olhando ao redor como se fosse o dono do lugar.

Vou descrever exatamente o que vi, porque fiquei olhando pra aquilo durante dez minutos inteiros. Dez minutos. A maioria das pessoas pega uma espiada em algo estranho e em segundos sumiu. A gente ficou olhando por dez minutos, os dois, parados naquela janela. Tinha uns um metro e pouco de altura, talvez um pouquinho mais quando esticava o pescoço. A cabeça, juro por tudo, parecia a de um collie. Sabe, focinho alongado, esse tipo de formato. Mas o rosto em si era mais parecido com o de um cavalo. Difícil de explicar, mas imagine o rosto de um cavalo na cabeça de um cachorro, se é que faz algum sentido. Pescoço comprido também, tipo um cisne. As asas eram a coisa mais perturbadora. Coriáceas, como as asas de um morcego, uns sessenta centímetros de comprimento quando as abria. Não eram penas, com certeza. Escuras, quase pretas à luz da lua. As asas foram descritas de forma consistente em múltiplos avistamentos naquela semana - Lily' A criatura as batia de vez em quando, movimentos pequenos, como se estivesse ajustando o equilíbrio no telhado da casinha.

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