Preciso contar sobre algo que aconteceu com uma mulher que conheço. O nome dela é Carmen, e em 1968, logo depois da Páscoa, ela teve uma experiência nas terras altas perto de Potosí que a assombra até hoje. Conheço Carmen há trinta anos, e ela não é mentirosa. Carmen tinha vinte e quatro anos então, morava com seu marido e filha bebê num pequeno pedaço de terra na Província de Opoco. Eram índios Quechua, agricultores simples tentando ganhar a vida criando ovelhas e lhamas naquelas montanhas desoladas. Carmen não sabia ler nem escrever, e nunca tinha ouvido falar de OVNIs, extraterrestres ou coisa assim. Ela só conhecia seus animais e sua terra. Naquela tarde, por volta das quatro horas, ela levava seu rebanho de sessenta e quatro ovelhas para um pasto ao lado de algumas colinas onde tinham um velho curral de pedra. Sua filhinha, Rosa, estava presa às suas costas numa manta, sabe, a embalagem de cobertor tradicional que usamos. Foi quando Carmen notou que suas lhamas tinham se afastado.
Carmen deixou as ovelhas no campo e foi procurar aquelas lhamas com Rosa ainda nas costas. As rastreou até um prado uns quarenta e cinco minutos adiante. O bebê estava dormindo então, e Carmen reuniu as lhamas e começou a arreá-las de volta. O sol estava baixando quando ela voltou onde tinha deixado as ovelhas. Mas as ovelhas tinham sumido. Simplesmente sumido. Carmen ficou confusa, mais que um pouco irritada. Deixou as lhamas para trás e seguiu as pegadas das ovelhas pelos morros, em direção aquele velho curral de pedra. Conforme se aproximava, Carmen parou. Algo estava errado. currais de pedra isolados naquelas montanhas são perturbadores - Mason' O curral estava coberto com algo estranho, algo que ela nunca tinha visto.
Parecia uma enorme teia de aranha, aquela malha espalhada de material plástico estendido sobre todo o curral de pedra como uma barraca. A coisa parecia vir de um poste no centro do curral e se fixar nas paredes de rocha. Dizem que estava presa com gravetos afiados quebrados de árvores próximas. Carmen se aproximou. Mal conseguia respirar quando viu o que estava sob aquela trama. O chão estava coberto pelos corpos das suas ovelhas. Evisceradas. Rasgadas. Sangue por todo lado. E então viu movimento. Havia algo pequeno dentro do curral, ajoelhado com uma de suas últimas ovelhas entre as pernas. Tinha um tipo de tubo comprido na mão, um gancho na ponta, e cortava o animal. Ao lado dessa coisa havia uma sacola plástica aberta, cheia de órgãos. Órgãos de ovelha.
[ A história continua no jogo completo... ]