Os Rastejantes do Campo de Testes

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Isso aconteceu em 1973. Eu trabalhava como segurança em uma das instalações perto do Nevada Test Site — não a Área 51 em si, mas bem próximo. Ficávamos a cerca de vinte e cinco quilômetros do complexo principal, vigiando alguns velhos prédios de apoio que não eram usados há anos. Fazia turnos noturnos havia cerca de seis meses naquela época. Turno da madrugada, das 23h às 7h. O pagamento era bom e eu não me importava com o silêncio. Na maioria das noites não acontecia nada. Você fazia suas rondas, verificava as fechaduras, anotava o horário no registro. Era só isso. Aquela noite específica era setembro — lembro porque ainda estava um calor infernal mesmo à meia-noite. Tinha jantado tarde antes do meu turno, sobras de polpetão, acho, e estava sozinho no patrulhamento naquela noite. Completamente sozinho. O outro guarda tinha ligado dizendo que estava doente, então era só eu cobrindo todo o perímetro. Por volta das 2h, eu estava fazendo minha caminhada habitual ao longo do lado norte da cerca quando ouvi. Aquele som de arranhar, como metal sobre concreto. Rápido e rítmico. Parei e fiquei escutando, tentando descobrir de onde vinha.

O som vinha de perto de uma das antigas entradas de túnel. Tínhamos talvez uma dúzia desses túneis espalhados pela instalação, restos dos anos cinquenta e sessenta, de quando faziam testes subterrâneos. A maioria havia sido selada ou desmoronado, mas alguns ainda eram acessíveis. Liguei minha lanterna e me dirigi para o som. O barulho de arranhar parou assim que me aproximei. Silêncio total. Só o vento e o zumbido das linhas de energia acima. Então vi se mover. A cerca de vinte e sete metros, algo saiu da boca do túnel. A princípio pensei que era um cachorro, pelo jeito que se movia de quatro. Mas era grande demais para ser um cachorro. E pálido demais. A coisa era completamente sem pelo, a pele quase branca no feixe da minha lanterna. Ela se movia tão rápido que mal consegui acompanhar. Cobriu talvez dezoito metros no que pareceram dois segundos, em direção à cerca leste. A maneira como se movia não era como nenhum animal que eu já tinha visto. Os membros eram longos demais, as articulações se dobravam errado. E não fazia nenhum som enquanto corria. Sem ofegar, sem passos. Apenas aquele silêncio horrível.

Chamei pelo rádio imediatamente, mas quando o reforço chegou, a coisa havia sumido. Simplesmente desapareceu no deserto. Meu parceiro e eu verificamos a área pela manhã, e foi quando encontramos. sozinho em patrulha a noite toda parece assustador - Megan' As marcas de mãos. Estavam por toda a entrada do túnel e ao longo da linha de cerca. Três dedos, mas o espaçamento estava errado. Os dedos eram espaçados demais, como se alguém tivesse esticado uma mão humana e removido dois dos dedos. E as marcas eram fundas — seja o que for que as fez estava pressionando com força no chão e no concreto. Medimos elas. Cada marca tinha cerca de dezoito centímetros de largura. A passada entre as marcas variava de um metro a um metro e meio. Seja lá o que fosse aquela coisa, cobria terreno como nada que eu já tinha visto.

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